Correios Building, São Paulo, Brazil

Correios Building, São Paulo, Brazil — Foto: Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0) — Wilfredor

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Plano de Saúde dos Correios enfrenta prejuízo de R$ 844 milhões em 2025


O plano de saúde dos funcionários dos Correios, a Postal Saúde, apresentou um prejuízo de R$ 844 milhões em 2025, conforme relata g1.globo.com. A operadora menciona que o resultado foi afetado principalmente pela falta de repasses financeiros da estatal, que vive um momento de resultados negativos sucessivos.

Criada em 2013, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), a Postal Saúde é responsável pela assistência médica, hospitalar e odontológica dos empregados dos Correios e de seus dependentes. Segundo as demonstrações financeiras de 2025, a maior parte do prejuízo decorre da decisão de reconhecer como perda valores que a operadora não espera mais receber dos Correios.

A Postal Saúde deixou de contabilizar R$ 865 milhões em receitas após concluir que não há expectativa de receber esses valores dos Correios. A despesa com provisão para perdas saltou de R$ 350,3 milhões em 2024 para R$ 857,5 milhões em 2025, principalmente em razão da ausência de repasses por parte dos Correios. ‘No exercício de 2025, a despesa com provisão de perda alcançou R$ 857.466.468 milhões contra R$ 350.341 mil de 2024’, disse a administração da Postal Saúde.

Apesar do resultado negativo, a Postal Saúde informou que, em 13 de janeiro deste ano, recebeu dos Correios um aporte correspondente a cerca de 50% dos passivos em aberto. A operadora, no entanto, não informou o valor transferido. Segundo a administração, o repasse representa ‘uma sinalização de regularidade nos repasses’ e permitiu o início das negociações para pagamento de débitos junto à rede credenciada.

Os resultados da Postal Saúde oscilaram nos últimos anos:

  • 2019: - R$ 20.141.596
  • 2020: R$ 55.079.448
  • 2021: - R$ 16.131.845
  • 2022: R$ 245.653.348
  • 2023: R$ 57.079.934
  • 2024: R$ 14.120.988
  • 2025: - R$ 844.421.098

A Postal Saúde é financiada por repasses mensais dos Correios e pelas contribuições dos cerca de 189 mil beneficiários, empregados da estatal e seus dependentes. A crise financeira dos Correios, portanto, afetará diretamente a operadora.

Nos últimos meses, usuários relataram dificuldades para utilizar o plano em parte da rede credenciada, e as reclamações registradas na Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) aumentaram 44% na comparação com o primeiro semestre de 2024.

O total de ativos da operadora caiu de R$ 557 milhões, em 2024, para R$ 193 milhões, em 2025, uma redução de 65%, equivalente a R$ 364 milhões. O passivo, que reúne as obrigações financeiras da empresa, passou de R$ 568 milhões para R$ 1,1 bilhão no período, um aumento de cerca de 85%.

A administração da Postal Saúde alertou que há risco para a continuidade das operações em razão da dependência financeira da operadora em relação aos Correios. A interrupção ou atraso nos repasses pode provocar aumento das despesas assistenciais, ações judiciais, reclamações de beneficiários e maior fiscalização por parte da ANS, comprometendo a estrutura operacional da empresa.

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