A picture of US President Donald Trump, Brazilian Senator Flávio Bolsonaro, Brazilian former congressman Eduardo Bolsonaro and Brazilian blogger Paulo Figueiredo in the White House's Oval Office. It was posted on Trump's — Foto: Wikimedia Commons (Public domain) — Unknown photographerUnknown photographer
Daniella Marques, integrante da equipe econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), revelou em entrevista ao programa Radar da GloboNews, realizada na segunda-feira (3), que o plano do candidato do PL para a presidência inclui cortes de gastos equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Esta redução representa cerca de R$ 190 bilhões com base nos dados de 2025.
De acordo com Daniella, a recuperação da credibilidade do Brasil é fundamental antes de qualquer corte de gastos. O plano proposto tem quatro etapas distintas: a criação de um Conselho Superior de Governança Fiscal, a revisão do arcabouço fiscal para controlar a dívida em relação ao PIB, a promoção de um corte de 1,5% do PIB e a implementação de um ‘choque de gestão’ para redução e modernização da estrutura administrativa.
Para alcançar o corte de 1,5% do PIB, Daniella sugeriu a securitização da dívida ativa, que permitiria antecipar o recebimento de dívidas devidas ao governo, o que poderia gerar valores entre R$ 200 bilhões e R$ 400 bilhões. Ela também defendeu a criação de um fundo imobiliário para monetizar imóveis da União, antecipação de royalties, revisão das estatais e a ampliação de concessões e parcerias público-privadas.
Daniella também criticou as estatais, citando especificamente os Correios, que fecharam o ano de 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, de acordo com o balanço divulgado pela empresa. No entanto, ela não forneceu detalhes sobre a contribuição de cada medida para o corte de 1,5% do PIB ou quais despesas seriam permanentemente reduzidas.
Ela é cotada para ser a vice em uma possível chapa com Flávio Bolsonaro, o que ela considerou ‘uma honra ter o nome lembrado’, embora o candidato ainda não tenha definido sua chapa para a eleição presidencial de 2026.
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