Mulheres — Foto: Apib Comunicação (CC BY-SA 2.0) — Banco de Mídia V4
O crime de stalking — perseguição obsessiva e persistente, no meio virtual ou não — saltou no Brasil entre 2024 e 2025. É o que aponta o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).
Segundo o levantamento, o ilícito cresceu mais de 30% no período. Foram 123.871 mulheres que fizeram denúncias no ano passado, o que representa uma média de 14 ocorrências por hora.
A pesquisa Visível e Invisível, também do FBSP, mostra que as notificações passaram de 9,3%, em 2017, para quase o dobro: 16,1% em 2025.
Crescimento em quase todo o país
O estudo aponta aumento do crime em quase todos os estados. Os maiores crescimentos foram registrados no Amazonas (73,5%), no Maranhão (52,6%) e em São Paulo (46,6%).
São Paulo também teve a maior taxa nacional: 207 casos por 100 mil mulheres.
O que diz a lei
O stalking foi classificado como crime em 2021. A infração é definida como ‘ameaça à integridade física ou psicológica, restrição à capacidade de locomoção, invasão ou perturbação da esfera de liberdade ou privacidade’.
A pena prevista é de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa. A punição é aumentada em metade se o crime for cometido contra criança, adolescente ou idoso; contra mulher por razões de gênero, nos termos da Lei Maria da Penha; ou mediante concurso de duas ou mais pessoas ou uso de arma.
Como denunciar
De acordo com o estudo, antes de denunciar é preciso reunir o máximo de provas possível que comprovem a perseguição. Não é recomendado apagar mensagens, registros de chamadas, e-mails ou publicações.
O próximo passo é fazer o boletim de ocorrência, informando às autoridades toda a cronologia da perseguição.
Os dados foram divulgados pelo cearaagora.com.br.
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