PF: Pixbet usou CPFs de 549 mortos; Fazenda suspende operações

PF: Pixbet usou CPFs de 549 mortos; Fazenda suspende operações — Foto: Photo by Magali Guimarães on Pexels

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PF: Pixbet usou CPFs de 549 mortos; Fazenda suspende operações


A Polícia Federal identificou o uso de 549 CPFs de pessoas já falecidas em documentos ligados a operações financeiras atribuídas à Pixbet. A constatação faz parte da Operação Arena, deflagrada na quinta-feira (13) para investigar um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.

A investigação ocorre na Paraíba, em São Paulo e em outros três estados. Segundo a PF, registros de pessoas mortas teriam sido utilizados em operações de câmbio destinadas à remessa de recursos para o exterior.

De acordo com a representação encaminhada pela PF à Justiça Federal, os documentos analisados continham CPFs vinculados a pessoas falecidas, algumas há mais de 20 anos. A utilização desses dados teria servido para atribuir falsa identidade aos responsáveis pelas transações financeiras.

A investigação revela ainda que o sistema ACAM, utilizado para autorizar operações de compra de moeda estrangeira, emitiu alertas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) ao detectar as irregularidades. Mesmo após as notificações e o comunicado à Anspace, instituição de pagamento amplamente utilizada pelo grupo Pixbet, os CPFs continuaram sendo empregados nas operações investigadas.

Para a Polícia Federal, há indícios de que a empresa não teria sido apenas vítima de fraude, mas poderia ter atuado de forma consciente na utilização da documentação irregular. O documento da investigação registra: ‘Há indícios de que a empresa não foi vítima de operações fraudulentas, mas sim um agente ativo da fraude da documentação’.

De acordo com a PF, o uso de CPFs de pessoas falecidas pode caracterizar o crime de evasão de divisas, ao permitir a realização de operações cambiais com identidade falsa para transferência de recursos ao exterior.

Fazenda suspende autorização da Pixbet

Como desdobramento da investigação, o Ministério da Fazenda determinou, também na quinta-feira, a suspensão imediata da autorização de funcionamento da Pixbet no mercado brasileiro de apostas.

A medida cautelar determina ainda a interrupção das operações da plataforma, o cancelamento das apostas em andamento e a devolução dos valores apostados aos usuários.

No Brasil, as empresas de apostas esportivas dependem de autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, para atuar legalmente.

A Operação Arena prossegue para apurar a origem dos recursos movimentados, identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão do suposto esquema de lavagem de dinheiro e remessas ilegais de valores ao exterior.

Segundo o cearaagora.com.br, as informações foram divulgadas pela PF e pelo Ministério da Fazenda. O caso segue em investigação.

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