SUS terá teste de fezes para rastrear câncer de intestino a partir de setembro — Foto: Photo by freestocks on Unsplash
O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o rastreamento do câncer colorretal com a inclusão de um novo exame. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (10) e prevê o teste imunoquímico fecal para homens e mulheres sem sintomas, com idade entre 50 e 75 anos.
A previsão é que o procedimento comece a ser registrado nos sistemas do SUS a partir de setembro. O exame identifica a presença de sangue oculto nas fezes e deverá ser realizado a cada dois anos.
De acordo com a norma, o teste será utilizado exclusivamente para rastreamento da doença em pessoas sem sintomas. Pacientes que apresentem sinais suspeitos ou tenham indicação clínica devem passar por outros exames para investigação.
Como funciona o exame
O teste imunoquímico fecal é capaz de detectar pequenas quantidades de sangue nas fezes que não podem ser identificadas a olho nu. A presença desse sangue pode estar relacionada a alterações no intestino, incluindo pólipos ou tumores.
A coleta é simples e pode ser realizada fora do ambiente hospitalar. O paciente recebe um kit para coletar uma amostra das fezes, que posteriormente é encaminhada a um laboratório para análise.
Quem poderá fazer
Pelas novas regras, o exame será disponibilizado na atenção básica para homens e mulheres de 50 a 75 anos que não apresentem sintomas.
A estratégia busca identificar alterações em estágios iniciais e, quando necessário, encaminhar o paciente para exames complementares.
Nos casos em que houver sintomas ou suspeita clínica de câncer colorretal, o teste não substitui a investigação médica. Nestas situações, outros métodos diagnósticos deverão ser utilizados para confirmar ou descartar a doença.
A informação foi divulgada pelo cearaagora.com.br, que repercutiu a publicação no Diário Oficial da União. A novidade representa um avanço na prevenção e no diagnóstico precoce de um dos tipos de câncer mais comuns no país.
Com a incorporação do teste ao SUS, a expectativa é ampliar o acesso da população ao rastreamento, especialmente na atenção básica. A medida pode contribuir para reduzir a mortalidade pela doença, já que a detecção precoce aumenta as chances de tratamento eficaz.
O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, atinge o cólon e o reto. Quando diagnosticado em estágio inicial, as chances de cura são altas. Por isso, a inclusão do exame no SUS é vista como um passo importante para a saúde pública.
A implementação gradual do teste nos sistemas do SUS deve ocorrer a partir de setembro. A partir daí, os serviços de saúde poderão começar a ofertar o exame para a população-alvo.
A medida também reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico regular. Para os pacientes que se enquadram no perfil, o exame estará disponível na rede pública, sem custo.
A notícia chega em um momento em que o país busca fortalecer as ações de prevenção e controle do câncer. A incorporação de novas tecnologias ao SUS é uma das estratégias para melhorar os indicadores de saúde.
Com a publicação no Diário Oficial da União, a medida já está oficializada. Agora, os gestores de saúde devem se organizar para garantir a oferta do exame à população.
A inclusão do teste imunoquímico fecal no SUS é mais uma ferramenta no combate ao câncer colorretal. A expectativa é que, com o tempo, o exame ajude a reduzir o número de casos avançados e a mortalidade pela doença.
A população deve ficar atenta às orientações das unidades de saúde sobre a disponibilidade do exame. Quem tem entre 50 e 75 anos e não apresenta sintomas pode ser elegível para o rastreamento.
A medida é um avanço para a saúde pública brasileira e reforça o compromisso do SUS com a prevenção e o diagnóstico precoce. A partir de setembro, o teste estará disponível para quem precisa.
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