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Capital Limpa e Ordenada: os cinco erros mais comuns flagrados pela fiscalização no descarte de resíduos em Fortaleza


Mesmo com uma rede de mais de 100 ecopontos, miniecopontos e outros serviços gratuitos para destinação adequada de resíduos, algumas práticas irregulares continuam sendo registradas com frequência em Fortaleza. Somente em 2026, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) já lavrou 875 autos de infração com base em imagens do Centro Integrado de Videomonitoramento de Fortaleza (CIVFor).

Um dos erros mais recorrentes ocorre justamente ao lado dos equipamentos criados para receber resíduos de forma adequada. Em vez de utilizar a estrutura disponível, algumas pessoas deixam materiais na calçada, no entorno dos ecopontos ou ao lado dos contêineres dos miniecopontos.

Além de ser irregular, essa prática dificulta a operação dos equipamentos e contribui para o surgimento de novos pontos de lixo. Em muitos casos, o descarte acontece mesmo quando os equipamentos estão vazios e aptos a receber os resíduos.

No início de maio, a Prefeitura de Fortaleza ampliou o horário de funcionamento de 23 ecopontos da cidade, que passaram a operar das 7h às 19h, de segunda a domingo. Galhos, folhas, troncos e outros resíduos de poda também aparecem com frequência nos registros da fiscalização.

Apesar de serem materiais de origem vegetal, eles não podem ser abandonados em canteiros, praças, áreas verdes ou margens de rios e lagoas. O descarte inadequado pode obstruir a drenagem, favorecer o acúmulo de outros resíduos e causar impactos ambientais.

Restos de concreto, tijolos, telhas, cerâmicas e madeira costumam aparecer em calçadas após pequenas reformas. Além de comprometer a circulação de pedestres, esse tipo de descarte é irregular e sujeito à autuação pela Agefis.

Até 50 litros por dia podem ser destinados gratuitamente aos ecopontos. Acima desse volume, o responsável deve providenciar a destinação adequada e manter o Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC), quando exigido pela legislação.

A ausência do documento pode resultar em multa de até R$ 32. 400, conforme dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) e da plataforma Kayak, que monitoram indicadores de sustentabilidade urbana em Fortaleza.

Fonte: O Cearense.

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