EcoHub Sol Nascente: a Marquise Ambiental avança no Ceará e acelera a transição para o fim dos lixões
O EcoHub Sol Nascente, operado pela Marquise Ambiental, é um complexo ambiental integrado localizado na Região Metropolitana de Fortaleza. Ele transforma resíduos urbanos em ativos como água de reúso, energia renovável e insumos para a economia circular.
Concebido com engenharia de ponta, o empreendimento ocupa uma área de 163 hectares e foi dimensionado para atender à demanda da região ao longo de sua vida útil. Atualmente, ele serve os municípios de Aquiraz, Eusébio e Guaiúba, com negociações em andamento para incorporar novos municípios.
O sistema emprega tecnologias avançadas, como impermeabilização do solo, monitoramento ambiental contínuo e tratamento de chorume por osmose reversa. Além disso, contempla projetos de aproveitamento de biometano e uma planta de compostagem, ampliando significativamente a valorização dos resíduos.
Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025, o país gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos em 2024. Desse total, cerca de 34% ainda foram destinados a lixões ou aterros controlados, modalidades consideradas ambientalmente inadequadas.
No Nordeste, a coleta atinge aproximadamente 83% dos resíduos gerados, índice inferior ao das demais regiões do país. No Ceará, apenas 18,48% dos 184 municípios dispunham de destinação final adequada em 2025, segundo a Secretaria das Cidades.
A Marquise Ambiental atende cerca de 22 milhões de pessoas e trata 3,6 milhões de toneladas de resíduos anualmente em dez cidades brasileiras. No Ceará, é sócia da GNR Fortaleza, que abriga a maior planta de biometano do Norte e Nordeste.
Para Hugo Nery, diretor-presidente da Marquise e conselheiro da Abrema, o principal desafio não é técnico, mas econômico. “Sem um modelo financeiramente sustentável, o país continuará incapaz de dar destinação adequada aos milhões de toneladas de resíduos que produz”, afirma ele.
O EcoHub Sol Nascente representa um novo paradigma de infraestrutura ambiental no Ceará. Ele demonstra que tirar o lixão do mapa é simultaneamente uma decisão ambiental, econômica e de saúde pública.
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